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Obrigado, mãe! (poesia)

por quintinocastrotavares, em 26.11.11

A poesia que segue abaixo foi escrita por mim no ano de 2001, como sinal de agradecimento à minha mãe pela conclusão do curso de Direito na UFSC. Ela ficou impressa na versão final da monografia (na parte dos agradecimentos) e nunca antes a publicara, até julho deste ano, quando a inseri num post num blog que mantinha no Brasil, mas que agora, devido a muitos outros afazeres, e o fato de estar em Cabo Verde, não tenho conseguido atualizar (talvez venha a fechá-lo). Por isso, por ser este meu blog mais ativo atualmente e por se tratar da língua portuguesa, deixo transcrita a poesia, compartilhando com todos um pouco mais da minha vida (e meus sentimentos).

Obrigado, mãe!
Ainda sinto o eco do pilão batendo
No silêncio das madrugadas;
O barulho do fogareiro aquecendo
O óleo para as famosas frituras.

Recordo-me das lágrimas,
Da dor do teu silêncio,
Nas noites longas
Do meu estudo à luz do candeeiro.

Sei que querias mais,
Mas as vicissitudes da vida
Não permitiram outras fortunas.

Da vida maltratada,
Transformastes-me em poeta.
Da pobreza presenciada,
Concedestes-me sabedoria.

Mais do que mãe,
Tu fostes uma professora.
E na graça ou desgraça,
Aprendi que de tudo se pode rir.
(Quintino Castro Tavares)
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E para não perder o hábito
Candeeiro
- aparelho de iluminação, de forma e dimensão variáveis, geralmente eletrificado.

Fritura
- ato ou efeito de fritar; qualquer alimento frito; fritada.

Pilão
- instrumento para pilar; gral de madeira rija, onde se descasca e tritura o milho.
Fogareiro
- utensílio portátil de ferro, latão ou barro onde se acende o lume para cozinhar (ou aquecer o ambiente) e que funciona a carvão, petróleo, eletricidade ou gás [nós só tínhamos o a petróleo]

publicado às 10:05



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