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Montanha - Poesia

por quintinocastrotavares, em 22.04.15

Ainda, na linha da "veia literária" do passado, transcrevo aqui uma outra poesia escrita em março de 98, quando ainda morava na ilha de Florianópolis/SC, mas que não deixa de demonstrar a minha ligação com Cabo Verde, com a milha ilha, com as montanhas da terra:

 

MONTANHA

Montanha
Serena
Tão Calma.

 

Esvazias meu pensamento
Na dureza da tua rocha.

 

Num sonho de liberdade,
Nos ecos que me respondem.
As dúvidas que me transcendem.

 

Sozinho
Indago:
Quem existe atrás de ti?
(março de 98)

 

publicado às 08:00

Poetas Mortos (soneto)

por quintinocastrotavares, em 16.04.15

Este poema, quase em forma de soneto, foi escrita por mim, no Brasil, em 07 de abril de 1999, há dezesseis anos. Hoje, por acaso, ao pesquisar por entre antigas anotações encontrei-a e estou compartilhando com os amigos e seguidores deste blog:

 

POETAS MORTOS

Eu não conheço as formas

Nem sei se fazem rimas.

Os meus versos são soltos

Como sonhos libertos.

 

É inútil a métrica

Que mostra só a técnica

De um escritor perfeito

Vazio de sentimento.

 

Eu nunca fui um poeta,

Mas minha alma esquenta

Se não posso gritar

Para a raiva mostrar.

 

Seus poetas miseráveis,

Eu detesto vocês!

(Florianópolis/SC, 07/04/99)

 

publicado às 16:30


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